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AGU cobra YouTube sobre remoção de vídeos com falsos médicos de IA | Riobrasil Noticias

AGU cobra YouTube sobre remoção de vídeos com falsos médicos de IA

AGU cobra YouTube sobre remoção de vídeos com falsos médicos de IA

11/09/2026 07:00:00 | | Geral | Fonte: Agência Brasil

A plataforma de vídeos YouTube vai ter que remover ou alertar os usuários sobre 97 vídeos de inteligência artificial simulando profissionais de saúde que ?disseminam informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica?. É o que pede a Advocacia-Geral da União em uma notificação enviada à big tech.  

O alerta foi emitido depois que o Ministério da Saúde identificou 97 perfis com esse tipo de conteúdo, durante o primeiro semestre deste ano. Nos materiais veiculados no YouTube aparecem ?pessoas? de mentira, geradas por IA, se apresentando como médicos ou especialistas, que usam linguagem de alerta e alarmista para ganhar confiança de quem assiste.  

Inclusive, parte dos perfis é direcionada a pessoas idosas, com oferta de produtos, livros ou serviços pagos. E, com isso, são gerados riscos que o governo identifica, como ?automedicação, o uso de terapias sem eficácia comprovada, o atraso na busca por atendimento profissional e a interrupção ou substituição de tratamentos?.  

De acordo com o governo, a AGU deu 72 horas para que o YouTube retire os conteúdos do ar ou, se for o caso, adote medidas que identifiquem e deixem claro que aqueles vídeos são artificiais, gerados por inteligência artificial.  

Além de acionar o YouTube, o governo também acionou a Polícia Federal e o Conselho Federal de Medicina. 

Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, as plataformas têm responsabilidade pelos conteúdos ilícitos publicados por terceiros. Além disso, a AGU aponta que os grupos identificados ?violavam os próprios termos de uso das plataformas, que proíbem o compartilhamento de conteúdo ilegal e estabelecem medidas como a remoção e o banimento de contas?.  

A plataforma YouTube pertence ao grupo Google, que foi acionado pela nossa reportagem e afirmou que não vai comentar o assunto.

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