Nos primeiros seis meses de 2024, o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 58 policiais civis e militares, ativos e inativos, por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, milícia armada, e contravenção. Também foi solicitado o bloqueio de R$ 303 milhões de contas de pessoas investigadas. O órgão apresentou 44 ações penais envolvendo 325 acusados, incluindo 92 servidores públicos, três ex-prefeitos e cinco ex-secretários municipais.
O coordenador do GAECO/MPRJ, promotor de Justiça Fabio Corrêa, destacou o foco nas atividades das organizações criminosas e na corrupção envolvendo agentes públicos. Ele afirmou que as facções e milícias, antes distintas, passaram a adotar práticas semelhantes, explorando territórios com métodos de coerção e extorsão.
Entre as operações mais relevantes está a Petrorianos, realizada em março, que resultou na prisão de 18 policiais militares e um policial penal ligados ao contraventor Rogério de Andrade. No mesmo mês, a operação Jammer combateu a exploração clandestina de telecomunicações, denunciando seis pessoas, incluindo Maxwell Simões Corrêa e Ronnie Lessa.
A operação Naufrágio, em abril, atingiu uma milícia em Jacarepaguá, com prisões por extorsão e corrupção, enquanto o Escritório do Crime, responsável por homicídios qualificados, resultou na condenação de dois irmãos a 26 anos de prisão.
O combate à lavagem de dinheiro foi alvo da operação Ás de Ouros, que resultou na denúncia de 13 pessoas em março. Em junho, a operação Ruptura desarticulou o "Bonde do Varão", uma milícia que atuava em Nova Iguaçu.
Em ações paralelas, o GAECO também combateu o jogo do bicho na operação Bancarrota, desmantelou a estrutura da organização que comandava construções ilegais e ocupações irregulares, e prendeu os responsáveis pelos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes. O promotor enfatizou que o trabalho do Ministério Público visa desarticular as bases financeiras e operacionais dessas organizações, assegurando o cumprimento da lei em áreas dominadas pela criminalidade.
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