Juliana Perucci, representante do Grupo Acolher, explicou que a iniciativa nasceu de um grupo de apoio entre mães. “Por enquanto ainda não era um projeto formal, era um grupo de apoio. Quando alguém recebe o diagnóstico do filho, fica perdido, sem saber o que fazer. Nós orientamos sobre benefícios, sobre o Vale-Transporte, para ajudar a mãe a começar essa caminhada,” contou ela. As famílias presentes aproveitaram para trocar experiências sobre médicos e terapias: “Perguntamos umas às outras como foi o tratamento de cada caso”, acrescentou Juliana.
“A intenção era acolher as famílias, as dúvidas, os medos, porque quem estava ali vive o autismo na prática”, disse Juliana. Com esse espírito de solidariedade, o evento ganhou força para mostrar à comunidade que “nós existimos e nossos filhos merecem ser vistos e incluídos,” reforçou a organizadora.
Muitas mães ressaltaram que nem sempre é fácil participar de atividades coletivas: algumas crianças ou adolescentes autistas se sentem incomodados com barulho e multidões, levando a comportamentos de fuga ou autolesão. Por isso, a caminhada teve caráter simbólico: os participantes queriam representar o cotidiano dessas famílias e sensibilizar a população sobre suas necessidades.
O evento contou com o apoio de mais de 20 voluntários, amigos e comerciantes locais. Além da caminhada, houve lanche coletivo e recreação para as crianças – muita pipoca e algodão doce alegraram a garotada. “Tudo foi gratuito e aberto ao público,” destacou Juliana, que agradeceu os organizadores e doadores pelo sucesso da manhã.
Para finalizar, ela convidou outras famílias a seguirem o Grupo Acolher (@aacolher) e o GAMA nas redes sociais. A caminhada reforçou a mensagem de união: as mães de crianças autistas não estão sozinhas.
Nota: com informações da organização confira algumas fotos do evento nas lentes do Photo Dourada