Com
a pandemia sob controle e a reativação da cadeia de viagens, o Rio deve superar
neste ano o número de eventos no calendário da cidade de 2019, estima Roberta
Werner, diretora-executiva do Rio Convention & Visitors Bureau (Rio
CVB/Visit Rio).

Em
2019, tivemos o equivalente a quase um evento por dia. Ano passado já veio o
resgate do ciclo de crescimento interrompido pela pandemia, consolidando a
promoção do destino. Este ano, até aqui, já temos, proporcionalmente, um terço
do calendário pré-Covid. Com a sinalização positiva do réveillon e do carnaval,
trabalhamos com a meta ousada de bater em 25% o número de eventos de 2019”, diz ela.
No
ano anterior à Covid, o Rio recebeu 334 eventos que atraíram um público de mais
de 1,4 milhão de pessoas. Eles se traduziram numa receita de R$ 1,07 bilhão,
com R$ 53,7 milhões em arrecadação de ISS para os cofres do município. Nos dois
primeiros meses deste ano, já existem 110 eventos previstos, com estimativa de
631 mil pessoas de público e perto de R$ 410 milhões em receitas, gerando R$
20,5 milhões em ISS.
Entre
os grandes destaques estão shows como os da banda britânica Coldplay, em março,
e do cantor canadense The Weeknd, em outubro. Eventos como o retorno da Abav
Expo, feira e congresso da Associação Brasileira de Agências de Viagens, após
dez anos; a Rio Innovation Week e o Rio Boat Show, além dos já badalados Web
Summit e Rio2C, são outros pontos fortes, movimentando uma cadeia de serviços.
Roberta,
do Rio CVB/Visit Rio, lembra que o órgão atua na captação de eventos diversos
no Brasil e no exterior:

Concluímos
um mapeamento em parceria com a Prefeitura e a Secretaria municipal de Esportes
de 73 eventos esportivos que o Rio poderia sediar nos próximos dez anos. Agora,
vamos avaliar e começar a prospectar parte deles”.
Caso
o Rio consiga atrair os dez principais eventos levantados nesse prazo de dez
anos, o impacto na economia alcançaria R$ 15 bilhões, estima o estudo.
Impacto
de carnaval e réveillon.
Os
três últimos grandes eventos do Rio - Rock in Rio, réveillon e carnaval -
movimentaram R$ 9,1 bilhões.

O
carnaval é uma festa que mexe com todos e que também movimenta a economia da
cidade. Para muitos, é a principal fonte de renda. A estimativa é que o
carnaval 2023 movimente R$ 4,5 bilhões para a cidade: 12% a mais do que o valor
de 2020, o último antes da pandemia”, destaca o prefeito Eduardo Paes.
Pedro
Guimarães, diretor presidente da Apresenta Rio, que reúne dezenas de empresas
de eventos cariocas, reforça o avanço:

Segundo
empresas do setor, é possível triplicar o resultado de 2022 este ano. Tem
havido apoio articulado para impulsionar o segmento que movimenta comércio,
bares e restaurantes, hotelaria e turismo. Cada R$ 1 investido em um evento
rende de R$ 14 a R$ 17 para a economia. O foco agora é avançar em incentivos
fiscais, como a redução do ISS, proposta em projeto de lei”.
Indústria
criativa.
O
Rio Open, que integra o circuito de torneios da categoria ATP 500 de tênis, tem
impacto de R$ 130 milhões para a cidade, atraindo ainda visitantes de outros
estados e países.
RIO
OPEN: Rio
Open movimenta R$ 130 milhões na economia fluminense.

O
Rio tem vocação para eventos, principalmente ao ar livre. No Rio Open, os
tenistas jogam olhando para o Cristo Redentor. Isso seduz muito. O torneio
deste ano cresceu em marcas e patrocínio, na demanda por ingressos, e o
movimento internacional voltou”, conta Alan Adler, CEO da IMM Esporte e
Entretenimento, que organiza o Rio Open, frisando que a vinda do Cirque du
Soleil em meados de 2024 já está confirmada.
A
robusta indústria criativa - cobrindo do audiovisual ao samba, passando pelos
eventos - é força impulsionadora do Rio, mostra mapeamento do setor divulgado
no ano passado pela Firjan. O PIB criativo do estado, que é capitaneado pela
capital, alcança R$ 32,1 bilhões, ou 4,62% da riqueza gerada em território
fluminense. É fatia superior à de São Paulo, de 4,41%.
(Conteúdo: O
Globo)
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