No local onde já foi um campo de algodão, em Antakya, agora se torna a última morada para milhares de vítimas dos terramotos que abalaram a Turquia. As autoridades estão tentando dar uma resposta de emergência à catástrofe e, à medida que o número de cadáveres aumenta rapidamente, também o cemitério improvisado vai crescendo ante aos olhos da população local e do mundo.
À cidade do sudeste do país, não param de chegar veículos transportando mais corpos por enterrar. Metro a metro, um número apenas, numa placa de madeira, identifica quem ali foi sepultado.
Pelo menos 6.000 edifícios desabaram na Turquia com os terremotos de segunda-feira, levantando questões sobre se a tragédia poderia ter sido menor se fossem aplicados critérios de construção mais rígidos.
Para investigar possíveis negligências na construção dos edifícios, a Justiça turca criou uma unidade especial que, de acordo com o vice-Presidente do país, já emitiu mais de 110 mandados de detenção.
Segundo a imprensa local, a polícia turca deteve no sábado (11) pelo menos 14 pessoas nas províncias de Gaziantep e Sanliurfa e entre elas figuram construtores e engenheiros civis.
Número de mortes pode duplicar ou mais.
Do outro lado da fronteira, na Síria, cinco membros de uma família foram retirados vivos dos escombros após 129 horas soterrados.
Mas, 12 anos de guerra civil não só destruíram as infraestruturas do país como estão dificultando a chegada de ajuda internacional.
A agência de refugiados da ONU estima que mais de cinco milhões de pessoas tenham ficado sem casa após os mais recentes tremores de terra.
A Síria mantém há dias o número de vítimas fatais dos terramotos, pouco acima das 3.500, o que, tendo em conta a atual situação do país e a falta de informação, deixa antever que a contagem deverá estar bastante aquém da realidade.
O atual balanço das autoridades estima que os sismos tenham feito mais de 28 mil mortos nos dois países. As Nações Unidas alertam, no entanto, que este número pode ficar acima do dobro.
Conteúdo Euronews
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