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Na Turquia cemitérios são improvisados para enterrar vítimas, após terremoto | Riobrasil Noticias

Na Turquia cemitérios são improvisados para enterrar vítimas, após terremoto

Na Turquia cemitérios são improvisados para enterrar vítimas, após terremoto

12/02/2023 15:34:00 | Europa | Fonte: Jornal em Destaque

No
local onde já foi um campo de algodão, em Antakya, agora se torna a última
morada para milhares de vítimas dos terramotos que abalaram a Turquia. As
autoridades estão tentando dar uma resposta de emergência à catástrofe e, à
medida que o número de cadáveres aumenta rapidamente, também o cemitério
improvisado vai crescendo ante aos olhos da população local e do mundo.



À
cidade do sudeste do país, não param de chegar veículos transportando mais
corpos por enterrar. Metro a metro, um número apenas, numa placa de madeira,
identifica quem ali foi sepultado.



Pelo
menos 6.000 edifícios desabaram na Turquia com os terremotos de
segunda-feira, levantando questões sobre se a tragédia poderia ter sido
menor se fossem aplicados critérios de construção mais rígidos.



Para
investigar possíveis negligências na construção dos edifícios, a Justiça
turca criou uma unidade especial que, de acordo com o vice-Presidente do país,
já emitiu mais de 110 mandados de detenção.  



Segundo
a imprensa local, a polícia turca deteve no sábado (11) pelo menos 14 pessoas
nas províncias de Gaziantep e Sanliurfa e entre elas figuram construtores e engenheiros
civis.



Número
de mortes pode duplicar ou mais.



Do
outro lado da fronteira, na Síria, cinco membros de uma família
foram retirados vivos dos escombros após 129 horas soterrados.



Mas,
12 anos de guerra civil não só destruíram as infraestruturas do país como estão dificultando
a chegada de ajuda internacional.



A
agência de refugiados da ONU estima que mais de cinco milhões de pessoas tenham
ficado sem casa após os mais recentes tremores de terra.



A
Síria mantém há dias o número de vítimas fatais dos terramotos, pouco acima das
3.500, o que, tendo em conta a atual situação do país e a falta de informação,
deixa antever que a contagem deverá estar bastante aquém da realidade.



O
atual balanço das autoridades estima que os sismos tenham feito mais de 28
mil mortos nos dois países. As Nações Unidas alertam, no entanto, que
este número pode ficar acima do dobro.



Conteúdo
Euronews



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