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Procedimentos Estéticos | Riobrasil Noticias

Procedimentos Estéticos

Procedimentos Estéticos

03/07/2022 12:09:00 | Rio de Janeiro | Fonte: Jornal em Destaque

A vida imita a arte. Um jargão muito utilizado quando queremos trazer para o mundo real, histórias e dramas vividos pela dramaturgia e pela ficção. Por curiosidade me inspirei em uma obra que traz percepções sobre a rejeição do diferente, em uma análise da vontade do homem de transpor os limites da natureza e das consequências que tal poder pode trazer. No livro, o jovem estudante de medicina Victor Frankenstein (que, na cultura popular acabou por emprestar ao monstro seu nome) dá vida a uma criatura a partir de cadáveres. O monstro, abandonado pelo criador, começa a assimilar os sentimentos humanos e a compreender sua triste condição. A criatura, em que pese estranha caiu na graça de todos e, apesar de estranha, é simpática. 

 

O gancho que pego com o monstro é justamente no tocante à vontade humana de mudar a sua rota natural - não a título de crítica -, mas, o limite do cuidado que se deve ter ao realizar procedimentos estéticos que mutilam inúmeras pessoas, quando não terminam com a morte do principal ator, o cliente. 

 

A primeira polêmica que eu quero levantar é sobre a habilitação profissional para realização de procedimentos estéticos ou até mesmo saber o que seria um procedimento estético e quando vira ato cirúrgicos? Se pode ou não ter reação alérgica e se daquela reação pode evoluir para uma parada cardiorrespiratória ou uma hemorragia? Se o local tem ou não suporte médico, por exemplo, para reverter uma possível complicação? Respostas essas que eu não encontrei.

 

Falando sobre o direito, a primeira alfinetada é no objetivo da contratação. Quem busca um procedimento dessa natureza quer, no mínimo, melhorar ou mudar alguma coisa: uma mancha na pele; a retirada de uma gordurinha; uma puxada nas rugas; em alguns casos a pessoa procura um milagre que seja... No fundo, todo mundo quer ficar um pouco melhor e isto no “juridiquês” é conhecido como “Resultado Pretendido”, ou seja: o consumidor quer atingir aquele resultado e ele paga por isto.

 

Temos assim nítida Obrigação de Resultado, dentro de uma relação de consumo. O cliente quer o resultado prometido e o fornecedor assume o risco de atingi-lo, caso contrário, problemas no por vir.

 

Geralmente as clínicas fazem um questionário (anamnese) com o cliente, procuram saber se ele tem alergia a um determinado produto; elaboram termos de responsabilidade, devolvendo ao cliente a responsabilidade por possíveis problemas, enfim, tudo “mi-mi-mi”. Por outro lado, a legislação aponta para várias direções: Resolução COFEN 620/2020; Lei 13.643/18; Resolução 241/14 do Conselho Federal de Biomedicina - que foi anulada pela Justiça Federal a pedido do Conselho Federal de Medicina -, enfim, a briga é grande e o povo vai morrendo a cada esquina.

 

O prestador do serviço deve guardar a total segurança do que está ofertando (art.8º -CDC); é responsável pelos danos causados (art. 14 – CDC); e todas as cláusulas contratuais que ponham o consumidor em desvantagem são nulas (art. 51 – CDC).

 

Se foi culpa do produto; se o PH da pele era “assim ou assado”, a fase da lua não era a melhor ou se o horóscopo da pessoa é que não estava legal naquele dia, a responsabilidade vai recair sobre o profissional que fez o procedimento.

 

O drama e a ficção da história de Frankenstein servem como paradoxo, entre o desejo de criar e mudar, próprios da natureza humana, e o monstro persegue seu criador após uma sucessão de erros, ficando assim o alerta para quem deseja realizar procedimentos desta natureza.

  

Ficamos por aqui e até a próxima. 

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