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Tecnologia aplicada à Saúde

Tecnologia aplicada à Saúde

19/12/2018 17:01:00 | Rio de Janeiro | Fonte: Jornal em Destaque







 *Carlos
Eduardo Spezin Lopes



A população
está envelhecendo em todo o mundo. Mas o que isso implica no Brasil? Como está
o nosso setor de saúde? De acordo com o IBGE, em 2060, 1 em cada 4 brasileiros
terá mais de 65 anos. A partir de 2039, haverá mais pessoas idosas que crianças
vivendo no país.



Esse cenário
implicará em uma maior predominância de doenças crônicas, como hipertensão,
diabetes e câncer. E isso resulta em uma tendência de crescimento no volume de
consultas, exames e internações, além de uma maior preocupação com prevenção e
gestão da saúde. A consequência disso é a pressão no sistema público e nas
operadoras de planos de saúde, que já enfrentam dificuldades com o atual modelo
de negócios. Essa foi a má notícia. Agora, a boa notícia é que existe solução:
a saída para evitar o colapso no setor é a transformação digital.



Importantes
respaldos tecnológicos avançam no setor da saúde e já se fazem presentes na
vida dos pacientes. A corrida tecnológica para o incremento da longevidade,
redução de custos de tratamento e gestão da saúde já começou.  E existem
importantes iniciativas que auxiliam nesta jornada:



Big
“Health” Data
:
na era digital, podemos ter informações sobre a saúde e as características
genéticas de um bebê, por exemplo, que podem prevenir doenças futuras e ajudar
a encontrar a cura antes mesmo dos sintomas começarem a surgir. As informações
de pacientes podem facilitar o monitoramento do tratamento e possibilitar o
cruzamento de informações envolvendo diagnósticos, intervenções e terapias
realizadas, inclusive, em outros países. Captar e cruzar dados pode trazer
ganho de tempo e redução de custos, passando por tomadas de decisão mais
precisas e eficientes.



Telemedicina: a utilização de
aplicativos e softwares que podem ser manejados a distância é um recurso valioso
e necessário que proporciona o encurtamento de processos e facilita
diagnósticos precisos de doenças e exames. Pode-se levar atendimento de
altíssima qualidade para áreas remotas. No setor público, por exemplo, nas
unidades de Pronto Atendimento que notadamente possuem recursos escassos, será
possível disponibilizar remotamente mão de obra altamente qualificada e
especializada. 



Aplicativos: diversos apps já
fazem parte do nosso dia a dia e podem auxiliar na obtenção de uma vida mais
saudável ou a descobrir, em um curto período de tempo, sintomas de doenças ou
informações mais apuradas. Já temos apps que monitoram os batimentos cardíacos
em tempo real, que medem o índice glicêmico, a perda de gordura e até a
qualidade do sono. Um exemplo emblemático dessa tecnologia é o app que
transformou o celular em um oftalmologista portátil, permitindo a realização de
exames de fundo de olho em 5 mil pacientes, no Quênia.



Wearables: o termo se refere às
tecnologias para vestir. Conhecemos relógios inteligentes ou dispositivos
para a prática de esportes, mas há muito mais tecnologia por vir. Os wearables
estão cada vez mais refinados, o que permite monitoramentos contínuos, por
exemplo, nos cuidados de saúde (nível de estresse, diabetes, lactose, etc).
Dispositivos de uso interno, sob a pele ou “comestíveis”, estão sendo
desenvolvidos para detectar alterações químicas no corpo. Ingestíveis de novas
gerações podem, por exemplo, monitorar as reações aos medicamentos para ajudar
com o tratamento.



Chatbots: os robôs já são
aliados em diversas áreas e com a saúde não poderia ser diferente. Temos
máquinas que usam Inteligência Artificial para identificar potenciais riscos à
saúde e alertam profissionais multidisciplinares. O caso do robô Laura é um
ótimo exemplo. Ele foi desenvolvido usando tecnologia cognitiva, ou seja, é
capaz de aprender. Ele encontra falhas operacionais e informa as pessoas
responsáveis, o que resulta em economia de tempo, recursos e, claro, vidas
salvas.



Interconectividade:
conectar
todas essas informações geradas e disponibilizar de forma segura, confiável e
respeitando a privacidade do usuário é um desafio e, ao mesmo tempo, vital para
que a transformação digital na saúde ocorra. As iniciativas de
blockchain, tecnologia de registro de informações a partir de cadeias de
blocos protegidos por criptografia, dão mais segurança às transações digitais e
podem auxiliar nesse processo.



Busca
e agendamento de consultas online:
a tecnologia aplicada na busca de uma relação
mais humana entre profissionais de saúde e pacientes pode ser poderosa. Mais do
que equipamentos de última geração, é necessário investir na melhor gestão do
tempo - tanto do paciente quanto do profissional de saúde - dando ênfase para a
qualidade deste tempo, dedicando mais foco nos humanos do que nas doenças.
Afinal, tempo e saúde são dois ativos preciosos para a humanidade. Diante
disso, plataformas que permitem buscar o profissional de saúde que melhor
atenda às necessidades do paciente, que permitem avaliar e ver outras
avaliações como referência, fazer o agendamento na hora que convém (24 horas
por dia/7 dias por semana), é o tipo de serviço essencial para diminuir o tempo
de dor e atender ao ritmo de vida do paciente que vive na era digital, além de
otimizar o tempo dos profissionais, melhorando a gestão de seus consultórios e,
consequentemente, o atendimento aos pacientes.



Existem muitas
outras tecnologias aplicadas à saúde que auxiliam na prevenção de doenças,
diminuição da mortalidade, aumento da expectativa de vida e que estão
colaborando para a futura sustentabilidade financeira do sistema de saúde. Além
disso, a transformação digital promove uma maior autonomia do paciente com sua
própria saúde e resulta em mais qualidade de vida e satisfação. O paciente de
hoje é digital, faz buscas na Internet e está aberto às possibilidades da Saúde
4.0.



A dinâmica do
mercado mudou e com ela nossos hábitos enquanto consumidores. A representativa
penetração online observada em setores como o de hotelaria e hospedagem
precisa, urgentemente, ser estendida para o setor de saúde, que segundo estudo
da Dealroom.co, movimenta cerca de dois trilhões de euros ao ano e possui
apenas 2% de penetração na Internet. O potencial desse universo em expansão
está aberto, basta conectar.



Tempo e Saúde
estão entre suas prioridades? Então use a tecnologia a seu favor.



 



* Carlos
Eduardo Spezin Lopes é Country Manager da Doctoralia no Brasil. Doctoralia é a
plataforma líder mundial que conecta pacientes e profissionais de saúde.



 



Sobre a Doctoralia

Parte do Grupo
DocPlanner, a Doctoralia é a
plataforma líder mundial que conecta profissionais de saúde e pacientes, proporcionando
uma experiência de cuidados mais próxima e humanizada. Aos pacientes a
Doctoralia oferece um espaço para perguntas, avaliações e busca segmentada por
especialistas de acordo com suas necessidades. Aos profissionais e centros de
saúde, a plataforma impulsiona a presença online facilitando o contato, além de
auxiliar no gerenciamento de pacientes e na eficiência das consultas.



 



Sobre o Grupo
DocPlanner


O Grupo Docplanner, presta
serviço para mais de 30 milhões de pacientes por mês e gerencia cerca de
900.000 agendamentos de consultas mensais. A plataforma conta com mais de 2
milhões de profissionais e 2.2 milhões de opiniões de pacientes nos 20 países
onde está presente. A empresa, fundada em 2012 na Polônia, já tem mais de 700
funcionários em seus escritórios em Varsóvia, Barcelona, Istambul, Roma, Cidade
do México e Curitiba.



 



Para mais informações, visite www.doctoralia.com.br

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