O
governador Wilson Witzel anunciou nesta sexta-feira (05) que Flamengo e
Fluminense vão assumir a gestão do Complexo Maracanã, no dia 19 de abril, por
meio de uma permissão de uso, válida por 180 dias e renovável por mais 180
dias. De acordo com a proposta aceita pelo governo, todos os clubes terão
condições iguais de uso do estádio.
“Tenho a grata satisfação de anunciar que,
após um processo transparente e ético, o Maracanã está sendo devolvido ao
futebol carioca”, comemorou o governador.
Para
gerir o Complexo Maracanã, o consórcio vai pagar R$ 166.666,67 por mês ao
Estado. Esse valor será revertido para a manutenção da área do Estádio de
Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare. Além disto, 10%
da receita líquida decorrente do tour do Maracanã, será repassada aos cofres
públicos, com obrigação de garantia de arrecadação mínima de R$ 64 mil mensal.
Todas as contas de manutenção do Complexo Maracanã serão pagas pelo permissionário.
Uma
das mudanças mais significativas para os clubes de futebol diz respeito ao
preço das partidas. O permissionário vai cobrar R$ 90 mil de aluguel para o
mandante de jogo - mesmo ele sendo Flamengo ou Fluminense. O valor é 25% mais
barato do que o aluguel mínimo cobrado pela concessionária atual. Toda a
receita da bilheteria e comercialização de alimentos e bebidas também vão para
o mandante da partida. Os custos operacionais de jogo continuam sendo do
mandante.
“O governo tem plena confiança nos clubes.
Essa é uma nova era para o futebol do Rio e para milhões de torcedores
apaixonados por futebol e pelo Maracanã”, disse o secretário de Estado de
Esporte, Lazer e Juventude, Felipe Bornier.
Após
a decisão sobre a permissão de uso, a Comissão Consultiva Estádio Jornalista
Mário Filho – Maracanã, que conduziu todo o processo, vai ficar encarregada de
elaborar um novo modelo de gestão a longo prazo para o Complexo Maracanã.
“Todos os membros da comissão estão muito
satisfeitos por cumprir o trabalho inicial em menos de 30 dias, garantindo o
pleno funcionamento do complexo”, afirmou Ana Beatriz Leal, subsecretária
geral da Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança e presidente da
comissão.