O estado do Rio de Janeiro é o segundo mais rico do país
– seu Produto Interno Bruno (PIB)
está em torno de 620 bilhões de reais. A estimativa populacional é de
mais de 17 milhões de habitantes. Dinheiro não falta, mas entra governo, sai
governo e, efetivamente, quase nada é feito nas áreas de infraestrutura que
minimize o sofrimento de toda essa gente.
O estado situado entre
montanhas e o mar, com suas conhecidas chuvas tropicais, não tem há décadas
nenhum histórico de um governante que tenha tido a consciência de adaptar a
região àquilo que todo mundo sabe que é de sua natureza climática: fortes
chuvas e tempestades.
Países sérios, que respeitam seu povo e
o dinheiro que recebe dele através de impostos, conseguem se adaptar até mesmo
à natureza regional de constantes abalos sísmicos. No Rio de Janeiro, não
conseguem construir um sistema de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas (sistema
composto por estruturas e instalações nas vias urbanas destinado ao escoamento das águas das chuvas, tais como: sarjetas, bueiros,
galerias, dentre outras). Ou seja: em casos como esses que o estado e sua
capital enfrentam desde ontem (08), cada um que se vire!
HÁ SOLUÇÃO
No Japão, onde há alta incidência de
atividade sísmica, prédios e estruturas como pontes e viadutos recebem um
tratamento diferenciado para resistir a esse fenômeno da natureza. No caso
específico do tremor de terra, as construções são desenvolvidas com bases
equipadas com borrachas ou molas reforçadas com chapas de aço que ajudam a
diminuir a transmissão da vibração do solo para o edifício. Em 17 de janeiro de
1995, moradores de Kobe, cidade litorânea japonesa, foram acordados por um
violento terremoto. Os 20 segundos de fúria da natureza foram suficientes para
deixar 4.571 pessoas mortas. Até então, pouco menos de duas dezenas de prédios
eram protegidos com a tecnologia antissísmica. O acontecimento serviu de lição e, três anos depois, 450
construções da região tinham o isolamento no alicerce.
Se lá no exterior, a
engenharia é usada para edificar prédios, viadutos, etc, capazes de suportar a
ação de terremotos e fortes ventos provocados por tempestades, quantas
tragédias faltam para o Rio de Janeiro aprender?
Mortes, destruições,
perdas de patrimônios como casas e automóveis e prejuízos que poderiam ser
evitados, se houvesse investimento no setor, põem a população – sim, cada
cidadão – em um certo estado de alerta máximo: qual o seu critério para escolher
seus governantes?