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Estado do Rio ganha primeiro centro para acolhimento de crianças e mulheres vítimas de violência

Estado do Rio ganha primeiro centro para acolhimento de crianças e mulheres vítimas de violência

06/09/2019 18:21:00 | Rio de Janeiro | Fonte: Jornal em Destaque

O
Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Saúde (SES), inaugurou
nesta sexta-feira (6), o primeiro Centro de Acolhimento ao Adolescente, à
Criança e à Mulher Vítima de Violência (CAAC Lilás +), no Hospital Estadual
Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. O projeto, desenvolvido em parceria com
o Ministério Público e a Polícia Civil, atenderá a demanda interna e a demanda
da região através de agendamento. Além da unidade no hospital de Saracuruna, um
segundo centro será inaugurado até o final do ano, no Hospital Estadual Alberto
Torres, em São Gonçalo.



 



Pioneiro
no país, o CAAC Lilás + é única medida protetiva a adolescentes, crianças e
mulheres a realizar um atendimento multidisciplinar com médicos, enfermeiros,
assistentes sociais e psicólogos integrado com policiais e peritos.



 



De
acordo com o governador Wilson Witzel, o CAAC Lilás + é um avanço e se destaca
na proteção do grupo feminino.



Esse
centro é o resultado de um trabalho que vamos multiplicar em outros lugares. O
cuidado com as mulheres é uma das maiores preocupações do nosso governo e, com
esse atendimento diferenciado, mostramos que essa defesa está sendo levada a
sério
”, frisou.



 



O
CAAC Lilás + do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes vai contar com um espaço
total de 40 m², com recepção exclusiva e espaço lúdico, brinquedos e TV para
que os usuários se sintam acolhidos. A sala oitiva, que é a sala de entrevista
investigativa com profissional capacitado, conta com tratamento acústico e
sistema de áudio e vídeo para que toda entrevista seja gravada e arquivada,
garantindo a preservação e o sigilo das informações. Além disso, o espaço tem
ainda uma sala de registros de ocorrência e um consultório onde serão
realizados, caso necessário, exames de corpo de delito com um médico
especializado.



 



Edmar
Santos, secretário estadual de Saúde, acredita que a medida vai contribuir para
o atendimento às vítimas.



A
criação destes espaços beneficiará crianças, adolescentes e também mulheres
vítimas de violência. Um espaço para o acolhimento de toda a família, fator
importante em caso de violência doméstica. Em um único ambiente, será realizada
a queixa, o exame de corpo de delito e o atendimento médico. A escolha dos
locais é importante como política pública, já que a Baixada Fluminense e a
região de São Gonçalo são as que registram mais casos
” explica.



 



Dados
do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da
Saúde, informam que foram notificados, em 2017, 9.251 casos de violência contra
crianças e adolescentes somente na Região Metropolitana do estado.



 



Para
o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, o CAAC Lilás + do
Hospital Adão Pereira Nunes é um projeto piloto que vai servir de exemplo para
outras regiões do estado, convergindo diversos agentes e instituições que atuam
na rede de proteção de vítimas de violência.



O
centro é um projeto fundamental para acolhimento das crianças e mulheres que
sofrem agressões. Concentrando todo o atendimento, damos dignidade a essas
pessoas e evitamos a revitimização, para que elas não precisem passar por todo
o trauma novamente. Esse é o primeiro de muitos que vamos firmar parceria com a
Secretaria de Saúde
”, anunciou.



 



Segundo
Rodrigo Medina, o promotor de Justiça coordenador do Centro de Apoio
Operacional Infância e Juventude (Matéria Não Infracional) do Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro, o projeto leva o acolhimento qualificado
para perto das vítimas.



O
objetivo que o CAAC Lilás + alcança é, pela integração entre políticas públicas
de saúde e de segurança, evitar que as vítimas tenham que se deslocar no
território em busca de atendimento, que muitas vezes é prestado por
profissionais sem a necessária capacitação. Trata-se de uma grande conquista
para a população da Baixada Fluminense, na esteira do trabalho que tem sido
desenvolvido pelo Ministério Público, com foco na implementação dessa política
”,
ressalta.



 



 Foto: Eliane
Carvalho

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