Segundo
dados disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está em
oitavo dentre os países com maior número de suicídios, atrás de Índia,
China, Estados Unidos, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Paquistão. O
Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio em 2016 – em média, um caso a cada
46 minutos. O número representa um crescimento de 2,3% em relação ao ano
anterior, quando 11.178 pessoas tiraram a própria vida.
Mas, se tanta gente vem se suicidando, por que não se lê
estes casos nos jornais?
A resposta é simples: o próprio site Observatório da
Imprensa levantou o assunto, numa postagem intitulada O Suicídio Como Tema
de Reportagens, quando escreve: Nas escolas de Jornalismo e nas cartas
de princípios editoriais aprendemos: “Evite falar sobre suicídio em jornais, a
não ser que a pessoa tenha muito destaque em nosso meio. O melhor que se tem a
fazer é calar sobre essa notícia, pois, ela pode influenciar a mente de quem
assiste ou lê”.
Em todos os casos recentes de suicídio que ocorreram nas
cidades de Miguel Pereira e Paty do Alferes – incluso a de hoje (17) – a
redação do Jornal Em Destaque recebeu diversas mensagens pelos seus diversos meios
de comunicação com o leitor, pedindo confirmação e cobrando a informação a
respeito. Em consideração e gratidão aos nossos leitores por confiar no Em
Destaque e ter nele uma fonte confiável de informação e notícia, resolvemos
publicar esta nota como forma de justificar a todos, a ausência deste tipo de
publicação em nossas múltiplas ferramentas de comunicação.
Concluindo, assim como quem tem hábito de ler os grandes
e principais jornais do país não encontra reportagens que tratem de casos de
suicídio, a não ser que a pessoa tenha muito destaque em nosso meio, o
jornal Em Destaque também se preserva em noticiar tais ocorrências,
limitando-se a unir seus sentimentos às famílias que perdem seus entes amados
desta trágica forma.
Jornal Em Destaque: compromisso com o jornalismo e com o
leitor.