O Rock In Rio 2019 está chegando e as pessoas que
participarão do maior evento de música do mundo devem ficar vigilantes com a
sua audição.
A prova disso é que em 2017, trabalhadores do Rock in
Rio tiveram que usar protetores auriculares, depois que a Vigilância Sanitária
realizou inspeção no primeiro dia do festival e constatou que funcionários dos
estabelecimentos, além da força-tarefa do evento, estavam sendo expostos a
picos de som de até 105 decibéis por até 10 horas constantes de trabalho,
quando o limite permitido pela legislação é 85 dB. Isso demonstra a importância
do público também ficar atento às consequências maléficas do excesso de
exposição sonora e cuidar da audição, já que serão várias horas de shows!
A programação dos dois primeiros dias de Rock In Rio já
mostra que o som estará nas alturas durante todo o festival. No Palco Mundo,
vão se apresentar Drake, Ellie Goulding, Bebe Rexha e Alok! O segundo dia de
evento será para quem curte rock, com apresentações de Foo Fighters, Weezer,
Tenacious D e CPM 22 + Raimundos!
Quem for ao festival curtir tudo de pertinho deve tomar
cuidado, porque pode sair da Cidade do Rock com zumbido nas orelhas após horas
e horas de shows e muito barulho. É o que alerta a fonoaudióloga Marcella
Vidal, da Telex Soluções Auditivas. "O zumbido ou a sensação de orelha
tampada ocasionado por exposição à sons elevados como shows de rock, por
exemplo, pode durar alguns minutos ou algumas horas. No entanto, o incômodo
pode se tornar permanente caso tenha havido lesão no sistema auditivo. Se não
houver melhora em 48 horas, é aconselhável procurar ajuda médica".
Por isso, é importante se precaver. O melhor remédio
contra o zumbido decorrente de ambientes barulhentos é usar protetores
auriculares. E no caso das crianças, que deverão estar presentes no Rock In Rio
com seus pais, esse uso é também é obrigatório. "Devido à imaturidade
das estruturas da orelha, as crianças têm uma sensibilidade maior a sons mais
intensos do que os adultos. Assim, o protetor auricular é fundamental. A
criança se sente mais tranquila e fica com a audição protegida; ainda que nem
sempre elas aceitem o acessório", explica a fonoaudióloga, que é
especialista em audiologia.
Marcella Vidal alerta, no entanto, que mais perigoso do
que a exposição esporádica a sons elevados é o uso constante de fones de
ouvido, com música em volume exagerado; uma febre entre os mais jovens. Isso
pode levar à perda auditiva definitiva, que se agrava ao longo dos anos, se
esse hábito continuar. "A perda começa pequena e, muitas vezes, a
pessoa não a relaciona aos fones de ouvido. Se o indivíduo para de usá-los, a
lesão tende estacionar, não progride, mas o que já foi lesionado é irreversível",
destaca.
Informações:
Assessoria de imprensa da Telex Soluções Auditivas