O mês de novembro é marcado, também, como o
mês da Consciência Negra, onde são realizadas ações para lembrar e ressaltar
a luta dos negros contra a discriminação
racial e a desigualdade social.
A desigualdade no Brasil,
além de enorme, tem um forte componente racial. É o que mostram os números da
PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados recentemente pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2015, os negros
e pardos representavam 54% da população brasileira, mas sua participação no
grupo dos 10% mais pobres era muito maior: 75%. No grupo do 1% mais rico da
população, a porcentagem de negros e pardos é de apenas 17,8%. “Ainda observando
a desigualdade de renda que, apesar de arrefecimento nos últimos anos,
mantém-se consequente, a população permanece segmentada por cor ou raça”, diz o
relatório.
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O Dia da Consciência Negra é comemorado em
todo Brasil no dia 20 de novembro, dia da morte do líder Zumbi dos Palmares. A
data busca trazer reflexão sobre a posição dos negros na sociedade e os
impactos que sofrem as gerações de afro-brasileiros, que sucederam à época da
escravidão, mas, que ainda convivem com preconceito e discriminação,
principalmente no ambiente de trabalho.
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Aqui no terceiro distrito, temos exemplos de
gente, da gente, que vem sentindo na pele, literalmente, o peso dessa
desigualdade, porém enfrentando-a com bravura. O morador Rafael Souza (33), Modelo,
Instrutor de dança, Bombeiro Civil e Microempreendedor, é um deles. Sua
carreira no mundo da Moda começou há 15 anos. O jovem, com traços marcantes,
participou também de desfiles e, atualmente, é responsável pela organização de
um dos eventos que acontecem no terceiro distrito: a festa ‘’Na Resenha”, que
já faz parte do calendário dos moradores.