A data de 12 de Junho é marcada pelos apaixonados e
mesmo com tanto amor não deveria haver distinção sobre quem são eles ou busca
por motivos da manifestação desse amor. No
Dia dos Namorados nem tudo é romantismo para alguns casais, é sinal de luta e
resistência. Para ter tranquilidade, casais homoafetivos ainda buscam locais
onde há tolerância das manifestações de afeto entre eles, pois infelizmente
ainda há lugares onde o preconceito está cruelmente presente. Muitos ainda precisam
se policiar para não sofrer com as barreiras impostas pela discriminação,
tomando cuidado para não ultrapassar os padrões que alguns dizem ser a “normalidade”,
o que envolve controlar expressões corporais, tom de voz e até mesmo a forma de
se vestir.
O casal Igor Macesse (21) e Lucas Castro (22), estão há
um ano juntos e alegam que esse fator acaba gerando medo; sempre que saem acabam
se perguntando: “será que vamos voltar vivos?”.
O Brasil é um dos países com maior índice de violência e
preconceito sobre o público LGBT. Mesmo com o crescente número de
manifestações, projetos sociais e eventos de conscientização, o discurso de
ódio permanece.
O casal conta que é muito difícil viver em um país como
o Brasil, onde mais acontece agressões e mortes de pessoas LGBT, mas que é
necessário ser forte e continuar acreditando que isto irá diminuir. “Nossos
gestos afetivos são gestos de amor e o amor não ofende e nem afronta ninguém”,
relatou Igor.
Quando os comentários e atitudes de preconceito não
partem de estranhos na rua eles acabam partindo de dentro de casa. Diversas
famílias ainda não sabem lidar com a situação e muitas acabam praticando até
violência física contra o membro da comunidade LGBT.