Com a forte crise econômica causada
pela pandemia afetando vários setores como comércio, serviços e até mesmo
gerando crise financeira a prefeituras, que se encontram com dificuldades de
garantir o salário do funcionalismo, a Prefeitura de Paty do Alferes surpreende
antecipando o pagamento de 50% do 13º Salário de seus servidores. O que
significa uma injeção na ordem de R$1.700.000,00 na economia, sabendo que boa
parte deste montante circulará no próprio município.
Com esta ação da prefeitura, o
comércio foi o primeiro a comemorar já que os estabelecimentos considerados não
essenciais ficaram meses de portas fechadas.
O prefeito Juninho falou ao ED sobre
o empenho de seu governo em cumprir mais este compromisso com o funcionalismo
público: “Nós tivemos cortes de receita, tivemos de reduzir em 25% as
funções gratificadas e os salários de cargos comissionados. Mas, junto com meu
vice Arlindo Dentista tenho trabalhado para garantir o pagamento dos nossos
servidores em dia e, neste momento, o 13º é muito importante para nossa
economia local. Com muito trabalho e ajuste conseguimos honrar este compromisso
com nosso servidor, que tem trabalhado dia e noite, encarando de frente a
pandemia, para melhorar a vida das pessoas da nossa cidade”, destaca o
prefeito.
Opinião
Num cenário mundial de crise na saúde
com duros reflexos na economia, ações efetivas que minimizem estes “estragos” é
tudo que a população de qualquer lugar do globo espera de seus gestores, em
especial os mais necessitados. Foi o que aconteceu com o Auxílio Emergencial do
Governo Federal. Apesar das críticas recebidas quanto ao valor das parcelas e
irregularidades, não se questiona a importância do repasse destes recursos,
afinal, segundo o Ministério da Economia, cada parcela do auxílio injeta por
mês cerca de R$ 50 bilhões.
Em ano de eleições municipais, não
são poucas as notícias de municípios cujos gestores fazem política usando
irresponsavelmente o dinheiro público visando reeleição, enquanto o povo é
privado de suas necessidades básicas e de obrigação da Administração Pública,
como saneamento básico, educação e saúde de qualidade, emprego e renda. Paty do
Alferes não se permitiu paralisar ante à crise e isto não se deu por obra do
acaso. Como disse Mario Sergio Cortella “a questão é saber se chegaremos ao
final da pandemia com vergonha ou com decência”.