Na qualidade de Jornalista, Colunista, Blogueiro e Comunicador, nunca me vi em uma situação de discriminação. Porém, a rigor, não quer dizer que eu nunca tenha sido discriminado. Sei que o preconceito existe; no entanto, por vezes de forma velada. Interessante falar sobre isto, pois já olharam para mim e sugeriram várias profissões, menos a de fazer as atividades que desenvolvo. Detalhe: isto partia de brancos e, em outros momentos, por pretos. Se eu for analisar por cor... bom, somos seres humanos e assim que sempre, tratei esta questão, inclusive quando estive na tribuna da Câmara Municipal do estado de São Paulo. Discursei após ter sido premiado com o troféu Ibero-americano na categoria de Jornalista - 2019/20 (Foto manchete). Discorri acerca da importância de que os ganhadores de troféus, dentre os quais eu, devemos dar voz a quem não tem voz. À época, estavam presentes no evento, o Subprefeito de São Paulo, Dr. Oziel Souza; o Jornalista e Apresentador da Rede Globo, Alexandre Henderson; um dos fundadores da banda Cidade Negra, Da Ghama; o Presidente do evento, o argentino Sr. Hector Omar Salcedo; o Presidente da ADRA - Associação de Representantes de Artistas da Argentina, Sr. Ricky Pagalday dentre tantos outros.
Antes de debater a discriminação precisamos nos ver como seres humanos e não como seres com cor. Todas as vezes que me trataram com indiferença eu fiz diferente dando, a cada um, aquilo que não recebia. Isto porque aprendi com a minha mãe-avó, a dama que me criou e de quem herdei o sobrenome Costa, que só oferecemos o que temos. Logo, quem tem amor dará amor e quem tem espinhos oferecerá espinhos. Na foto feita em 2002, em seu aniversário de 80 anos, trago a recordação da minha saudosa mãe-avó, Brasilina Maria de Jesus Costa, mulher pela qual tenho amor indescritível e que, sobretudo, dei valor em vida. Ela está e sempre estará no meu coração e em meus discursos por toda a minha vida.