Cariocas
estão sentindo o ar cada vez mais quente nos últimos dias e perguntam quando
volta a chover no Rio De Janeiro. A resposta não é das mais refrescantes: a
chuva demora e o calor só vai aumentar até o fim da semana. A cidade do Rio
deve ter sucessivos recordes de calor nos próximos dias, com temperaturas de
até 40°C.
A
previsão da Climatempo é de que a temperatura máxima na cidade do Rio de
Janeiro fique entre 38°C e 40°C entre esta quarta-feira, 27, e o domingo, 31 de
janeiro. Além da possibilidade de bater o recorde de calor para 2021 várias
vezes, o Rio será a capital mais quente do país por alguns dias. Aliás, o
estado do Rio de Janeiro deve ficar entre os locais mais calorentos do país até
o começo de fevereiro.
Pela
medição do Instituto Nacional de Meteorologia, a maior temperatura na cidade do
Rio de Janeiro este ano foi de 37,3°C no dia 18 de janeiro, na região da
estação da Vila Militar, na zona oeste carioca.
A
madrugada do dia 25 de janeiro foi a mais fresca do ano, até o momento, com temperatura
mínima de 20,0°C na Marambaia.
Por
que tanto calor?
A
razão para tanto calor está na combinação de alguns fatores. Um sistema de alta
pressão atmosférica terá forte influência sobre o estado do Rio de Janeiro na
última semana de janeiro de 2021. Além de manter as frentes frias afastadas do
litoral fluminense por alguns dias, a alta pressão atmosférica vai secar o ar.
A redução da umidade disponível no ar vai dificultar a formação de nuvens,
inclusive das grandes nuvens que poderiam provocar as pancadas de chuva de fim
da tarde, tão comuns em dias muito quentes.
Sem
chuva
O
sistema de alta pressão atmosférica causa uma situação de bloqueio na atmosfera
impedindo que o ar frio, das frentes frias, chegue ao Sudeste do Brasil pelo
menos até o fim de janeiro. A previsão da Climatempo é de que não chova na
cidade do Rio de Janeiro pelo menos até o domingo, 31 de janeiro.
Então,
as condições para esquentar o ar além do normal já estão sendo combinadas: ar
mais seco, menos nebulosidade, mais horas com sol forte e falta de chuva.
Além
disto, é preciso lembrar que estamos ainda no período de grande insolação do
ano, quando o Hemisfério Sul recebe a maior dose de sol.
Quando
volta a chover?
Praticamente
todas as regiões do estado do Rio de Janeiro vão ficar sem chuva até o fim de
janeiro e até nos primeiros dias de fevereiro. Até o dia 2 de fevereiro, as
poucas pancadas d chuva que ocorrerem devem ficar concentradas no extremo sul
do estado, região entre Resende, Volta Redonda, Angra dos Reis e Paraty. Mesmo
assim, estas regiões também terão dias de muito sol e calor acima do normal até
o começo de fevereiro.
A
possibilidade de voltar a chover começa a aumentar depois de 3 de fevereiro,
quando se espera um enfraquecimento da atuação do sistema de alta pressão
atmosférica sobre o Sudeste do Brasil.
Assim
como o estado do Rio de Janeiro, o Espírito Santo e praticamente todas as
regiões de Minas Gerais, terão sol forte, muito calor e falta de chuva até o
começo de fevereiro de 2021.
Sobre
a Climatempo
Com
solidez de 30 anos de mercado e fornecendo assessoria meteorológica de
qualidade para os principais segmentos, a Climatempo é sinônimo de inovação.
Foi a primeira empresa privada a oferecer análises customizadas para diversos
setores do mercado, boletins informativos para meios de comunicação, canal 24
horas nas principais operadoras de TV por assinatura e posicionamento digital
consolidado com website e aplicativos, que juntos somam 20 milhões de usuários
mensais.
Em
2015, passou a investir ainda mais em tecnologia e inovação com a instalação do
LABS Climatempo no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). O LABS atua
na pesquisa e no desenvolvimento de soluções para tempo severo, energias
renováveis (eólica e solar), hidrologia, comercialização e geração de energia,
navegação interior, oceanografia e cidades inteligentes. Principal empresa de
consultoria meteorológica do país, em 2019 a Climatempo uniu forças com a
norueguesa StormGeo, líder global em inteligência meteorológica e soluções para
suporte à decisão.
A
fusão estratégica dá à Climatempo acesso a novos produtos e sistemas que irão
fortalecer ainda mais suas competências e alcance, incluindo soluções focadas
nos setores de serviços de energia renovável. O Grupo segue presidido pelo
meteorologista Carlos Magno que, com mais de 35 anos de carreira, foi um dos
primeiros comunicadores da profissão no país.