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AS EVIDÊNCIAS E CONVICÇÕES DAS VACINAS QUE PODEM DERRUBAR O PRESIDENTE

AS EVIDÊNCIAS E CONVICÇÕES DAS VACINAS QUE PODEM DERRUBAR O PRESIDENTE

02/07/2021 14:17:00 | Paty do Alferes | Fonte: Jornal em Destaque

Até um certo tempo atrás, a desculpa para alguns
defenderem o fato de o Presidente não ter comprado vacinas quando elas foram
oferecidas era que o Governo não poderia comprar algo que não estava aprovado
pela Anvisa. Várias mentiras se encontram neste discurso. A primeira é que o
funcionamento das coisas não acontece desta maneira. O Governo assina um
contrato de intenção e depois de aprovado na Anvisa, as doses são enviadas e
pagamento feito. Ou seja, naquele momento em que a Pfizer queria fazer do
Brasil uma vitrine de vacinação, o Governo, que nem respondeu aos e-mails, deixou
claro que não tinha era interesse de vacinar seu povo, ao custo de muitas
vidas. Porque na verdade não existia compra e sim a intenção de tê-la, e, na
medida em que negamos, atrasamos ainda mais o pedido de registro da mesma
vacina no Brasil pelos laboratórios. Mas, por que duas vacinas estão tendo
contratos de intenção assinados pelo Governo e nem aprovação da Anvisa tem? Por
que assinamos um contrato em que o preço da dose está bem acima do mercado?





Para começar a entender alguns pontos, vale a pena
ressaltar que pagamos pela vacina da Pfizer, hoje, mais do que pagaríamos
quando nos foi oferecido no ano passado. No que diz respeito à vacina Covaxin, em
janeiro deste ano através de contato por e-mail à Embaixada, ela era oferecida
por um valor menor que uma garrafa de água; em fevereiro já estava 1000% maior.
Mesmo assim, o Governo assinou o contrato. Sendo alertado sobre o assunto, o
Presidente da República citou Ricardo Barros, como o responsável pela situação,
segundo o Deputado Luís Miranda, em depoimento à CPI.





A Covaxin não tem aprovação da Anvisa para utilização no
Brasil, mas, mesmo assim, o Governo assinou contrato? Ué!





Mas também existe uma outra vacina, sem aprovação da
Anvisa, que o Governo Brasileiro já assinou contrato para compra e por um valor
absurdo - a mais cara do Brasil. Trata-se da vacina chinesa chamada Covidecia
que sairá por US$ 17,00 a dose. Assim como a Covaxin o Governo está utilizando
uma empresa para comprar a vacina - um intermediário. A empresa é a
farmacêutica de Maringá, Belcher.
Em
julho do ano passado, a Belcher foi alvo da “Operação Falso Negativo”, contra
empresas que superfaturam os preços aproveitando-se da dispensa de licitação
para aquisição de testes rápidos para a Covid-19. Nada para se pensar e tudo
dentro da normalidade de uma suspeita de fraude.





Em suma, podemos perceber
que o discurso usado pelo Presidente sobre a compra de vacinas não se sustenta
quando se trata das duas vacinas aqui citadas. Para estas, através de Ricardo
Barros e as muitas denúncias que estão sendo investigadas pela CPI, tudo pode:
até não ser aprovada pela Anvisa. E onde isto pode parar? Simples: Bolsonaro,
que
alugou o Centrão, tem agora o líder do Governo, e integrante do
“Centrão”, como alvo de algo muito grande, que envolve o Presidente em denúncia
de “prevaricação”, que, se confirmado, pode retirá-lo do cargo, através do voto
deste mesmo “Centrão” que o Presidente tentou comprar por R$ 3 bilhões. Mas,
sabem de uma coisa: para quem aceitou convicção como ponto principal para um
julgamento, Bolsonaro está prestes a ser condenado, porque isto não falta.

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