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AS MANIFESTAÇÕES GOVERNISTAS DE 7 DE SETEMBRO

AS MANIFESTAÇÕES GOVERNISTAS DE 7 DE SETEMBRO

08/09/2021 12:00:00 | Rio de Janeiro | Fonte: Jornal em Destaque

O que se esperava não aconteceu. Não foi
gigante, muito longe disto! Não é nem de perto algo que possa mudar os
rumos do país ou dar base para um novo estágio do discurso golpista, ou seja,
sair do discurso para a realização.  Bolsonaro trabalhou e muito para que
o 7 de Setembro fosse um sucesso, mas ele falou para os mesmos. Estes mesmos,
todos nós já sabemos quem são e as pesquisas afirmam que ele
pode bater na
esposa na TV
, em horário nobre, que continuam o apoiando. E isto acontece
porque esses 20% se veem representados por tudo de ruim que ele significa. Porém,
a aposta não era esta que se deu... se tratava de fazer um mega evento no País
todo e, ao que parece, com conflitos para que ele pudesse ter base para
esticar
a corda
. Mas, confesso, acho até que a ideia não é arrebentar... Ele
sabe que não tem apoio nem interno para isto.





Bolsonaro saiu perdendo neste 7 de Setembro. Nem em
Brasília ele conseguiu lotar os campos da esplanada, como já vimos
manifestações anteriores em outros casos. 




Bolsonaro sai, pós feriado, com a
certeza de que se isolou ainda mais de toda República e suas instituições.





Os discursos do presidente em Brasília e na Paulista
foram golpistas - fato. Ameaçou, lançou bravatas e, por fim, deu
"ultimatos". Mas à base de quê? Ele fala em dar sua vida à República -
e, neste ponto leia-se um movimento em direção à ruptura -, mas sem base para
tal e sem sequer ter apoio de fato para isto.





Bolsonaro definiu a distância entre ele e a realidade
vivida pelo povo. Desconectado, este governo marca o seu fim com data e hora.





Em Brasília, o presidente falou de uma suposta reunião
do Conselho da República, inventou uma fake de pronto, porque não existe nada
convocado, e quem diz isto são os próprios participantes do Conselho.





Bolsonaro alimenta seu gado, na tentativa de não
derreter mais do que já está derretido, e paga caro por isto. Em nome de nada oferecer,
e pela cortina de fumaça que fabrica, Bolsonaro e seus aliados dizem ao povo
que está tudo bem, quando o mesmo povo passa fome e paga caro por coisas
básicas para sua sobrevivência. Nessa camada, ele já perdeu, e o Vidigal
mostrou isto.





O povo que foi às ruas voltou para casa sem nada, mais
uma vez, porque nada mudou. Ou seja: Bolsonaro não faz nada efetivo pelo povo
real nem às “Alices” do maravilhoso mundo bolsonarista. Isolado, ele hasteia a
bandeira e, perdido, sendo ele mesmo, não sabe o que fazer.





Em São Paulo, ele ressuscita a pauta morta e sem chance
de voltar à discussão: o voto impresso. Bolsonaro do discurso de São Paulo não
é o mesmo de Brasília, já entendendo que as coisas não foram como ele queria
que fossem. Na verdade, no dia de hoje, ele cumpriu uma agenda eleitoral.
Sabendo que com essa turma de
minions vai ao segundo turno, mas lá ele
perde para qualquer um. O que ele tentou hoje foi vender às pessoas uma ideia
de apoio espetacular, para aí buscar os votos dos que ainda poderiam estar
indecisos. Só que o Presidente não trabalha. O quadro político de Bolsonaro é
complicadíssimo, porque como ele mesmo citou no seu discurso em São Paulo,
"mudamos o país". E mudaram mesmo. O povo está vivendo mal. Mudaram
para pior! E na hora de votar isto tem um peso; e como ele adianta as eleições
todos os dias, este peso pode ser medido agora - e ele sabe que está perdendo e
de muito.





Bolsonaro não ajudou o povo em nada, não mudou a vida de
ninguém para melhor, não gerou empregos e matou pessoas durante a maior
pandemia dos nossos tempos, com suas ações intempestivas e negacionistas. Ante
isto, ele vai então para o desespero; anuncia, inclusive, que pode não cumprir
decisões judiciais - o que o colocaria na mira sem saída, nos crimes de
responsabilidade fiscal. Pode ser que este seja o plano, para poder se criar
uma tensão e ver o que se pode ganhar com isto, mas, de qualquer maneira, ele,
mais uma vez, se desconecta do mundo real, da fome, do desemprego e da economia
em frangalhos, colocando o País em um estado de insegurança jurídica
permanente.





Bolsonaro afasta, de vez, todas as chances de qualquer
retorno à normalidade ou da economia rumar para uma possível melhora. O Brasil,
com essa sua inconstância, não é um lugar bem visto para investimentos.
Bolsonaro, em desespero, buscou neste feriado uma saída que lhe desse uma
melhor condição de disputar o pleito que está por vir, mas, na verdade, o que
acabou fazendo foi revelar o que tem e se isolar ainda mais.





O que vemos nos bastidores até agora, como reação a tudo
isto, é que sem apoio e desconectado do Brasil real, Bolsonaro avisa aos seus
que
o barco já deu água além do limite.





Os próximos capítulos serão interessantes, mas não
felizes para Bolsonaro e família. Para nós, povo, já não vem sendo, há algum
tempo!

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